Retrospectiva de segurança: ataques ao sistema elétrico, Twitter e invasões PDF Imprimir E-mail
Dom, 03 de Janeiro de 2010 23:00
Do Facebook a modems ADSL, serviços e programas apresentam falhas. Colunista recebe suas dúvidas ou sugestões nos comentários. Participe. A coluna Segurança para o PC acompanhou 2009 de perto. Os principais fatos do mundo da segurança ganharam cobertura objetiva e didática. Se você perdeu algo, confira nesta retrospectiva que lista os acontecimentos mais relevantes do ano – das novas ameaças à computadores da Apple e Linux, aos novos golpes que circulam na rede. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e deixe-a na seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras. Ampliar Foto Indisponivel/Indisponivel Indisponivel/Indisponivel Apesar de denúncias, não há provas de que ataques virtuais tenham causado apagões no Brasil. (Foto: Divulgação) >>> Ataques ao sistema elétrico A denúncia de que o sistema elétrico brasileiro teria sido alvo de ataques virtuais – feita pelo programa de televisão norte-americano “60 minutes” – ganhou força quando, dias após a denúncia, ocorreu o apagão que “desligou” Itaipu. Logo depois, brechas foram identificadas no site do Operador Nacional do Sistema Elétrico, que admitiu ter sido alvo de uma invasão. >>> Problemas de segurança do Twitter As redes sociais foram alvo frequentes de ataque este ano. O Facebook, por exemplo, tem travado uma batalha constante com a família de pragas digitais “Koobface”. Mas o Twitter foi sem dúvida o protagonista dos problemas de segurança. Eles começaram ainda no início do ano, quando a senha de uma funcionária foi descoberta. Era “felicidade”. Em julho, o Twitter foi tema de um “mês de falhas”. No mesmo mês, o site teve problemas com vazamento de dados. Em agosto, foi a vez de um ataque de negação de serviço. No final do ano, o serviço de DNS do Twitter foi comprometido, resultando em redirecionamentos. >>> Vírus de Mac OS X O sossego dos usuários de computadores Apple sofreu alguns abalos em 2009. Cópias de programas piratas passaram a vir acompanhadas de vírus. Um pesquisador demonstrou o primeiro rootkit para a plataforma da Apple, enquanto criminosos passaram a pagar R$ 0,80 por cada Mac infectado. O iPhone também recebeu seus primeiros ataques e o primeiro vírus capaz de se autopropagar. Até o momento, o risco está limitado a aparelhos que foram desbloqueados. No Linux, o golpe mais notável foi um cavalo de troia disfarçado de protetor de tela em um site popular. >>> Vírus na placa-mãe e em modems ADSL Pesquisadores argentinos demonstraram um vírus capaz de se alojar na BIOS da placa-mãe. Foi a primeira vez que a tática foi comprovada publicamente. Para a lista de possíveis alvos de pragas digitais também entraram os modems e roteadores. >>> Anúncios maliciosos em páginas web Nem mesmo sites legítimos são seguros. Os ataques usando anúncios maliciosos deixaram isso claro em 2009. Portais da editora Ziff Davis, da Gawker Media e até o New York Times circularam anúncios que levaram usuários a softwares antivírus fraudulentos. Esses golpes – chamados de malvertising – exploram o fator humano na negociação das publicidades. Os criminosos que conseguem inserir as peças publicitárias são tão convincentes que podem até ter trabalhado no ramo. >>> Conficker A praga digital Conficker que circulou em 2009 é ainda a maior rede zumbi em existência, apesar de estar em um estado “dormente”. Ela recebeu até mesmo cobertura televisiva devido ao comportamento modificado depois do dia 1º de abril – que no fim não resultou em nada. É a praga que mais rápido se disseminou até hoje, e a que mais tem conseguido se manter nos sistemas infectados. Analistas de pragas digitais elogiaram seu refinamento técnico e o cuidado com que foi criada – praticamente livre de qualquer erro de programação. >>> Ataques à rede da Telefônica A Telefônica afirmou ter sido alvo de um ataque de hackers para justificar a instabilidade do Speedy. O ataque teria sido do tipo negação de serviço. A coluna explicou como ocorrem esses ataques.
 

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